segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Projeto que proíbe reconhecimento de união estável após falecimento de um dos parceiros avança na Câmara

 


Um projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados propõe que a união estável não possa mais ser reconhecida após o falecimento de um dos conviventes. Pela proposta, só haverá direito ao reconhecimento se a relação tiver sido formalizada ainda em vida.

O texto também estabelece a obrigatoriedade do registro em cartório, por meio de escritura pública, como condição para validar a união estável. Atualmente, a legislação considera a convivência pública, contínua e duradoura, com objetivo de constituir família, mesmo sem registro formal.

Autor do projeto, o deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP) argumenta que a união estável, assim como o casamento, deve ser uma decisão clara entre pessoas vivas. Segundo ele, o reconhecimento após a morte pode abrir brechas para fraudes. A proposta altera o Código Civil e a Lei da União Estável e ainda será analisada pelas comissões da Casa. Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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