segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Papa diz que “jejum também passa pela língua” e pede cautela na quaresma

 


O Papa Leão XIV pediu um ‘jejum’ de palavras ofensivas nas redes sociais e na política. O pontífice usou a sua tradicional mensagem antes da Quaresma para pedir aos fiéis que além da abstinência de alimentos, o “jejum também passe pela língua”.

Segundo o Papa, o período deve incluir “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada,” renunciar a palavras que atingem e ferem o próximo. Quaresma é o período de 40 dias entre entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa. Na tradição cristã, é um tempo de reflexão, oração e penitência.

Não gosta de Carnaval? Psicóloga explica como aproveitar o feriado de outra forma

 


Especialista destaca que descansar, viajar ou investir em hobbies também são escolhas saudáveis

Enquanto milhões de brasileiros aguardam o Carnaval para cair na folia, muitas pessoas preferem aproveitar o período de maneira mais tranquila — e isso é completamente normal. A psicóloga Andrea Siqueira>, professora da UNINASSAU Olinda, explica que fatores sociais, religiosos, familiares e até traços de personalidade podem influenciar essa decisão.

Segundo a especialista, há quem seja mais introspectivo e prefira ambientes calmos, longe das multidões e do barulho típico das festas. Para esses casos, atividades como ir ao cinema, viajar, ler um livro ou curtir a praia podem ajudar a reduzir o estresse e recarregar as energias.

Andrea também reforça que o feriado pode ser uma oportunidade para desacelerar, reorganizar a rotina e cuidar da saúde mental. Visitar lugares mais tranquilos ou dedicar tempo à família são alternativas que contribuem para o bem-estar.

Para quem ainda quer algum tipo de celebração, encontros menores com amigos e parentes podem ser uma boa opção. Além de mais reservados, esses momentos ajudam a fortalecer vínculos e criar novas memórias.

A especialista conclui que não existe forma certa ou errada de viver o Carnaval. Seja descansando ou participando das festas, o importante é aproveitar o período da maneira que faça mais sentido para você.

MEC padroniza calendário nacional para matrículas e início da residência médica

 


Nova regra define datas únicas para ingresso e prevê perda da vaga em caso de ausência

O Ministério da Educação publicou a Resolução nº 1/2026, que estabelece um calendário nacional para matrícula e início dos Programas de Residência Médica. A medida busca organizar o processo em todo o país e garantir maior previsibilidade para médicos e instituições.

Pela norma, os profissionais aprovados deverão se matricular diretamente na instituição credenciada entre 10 de fevereiro e 31 de março para ingresso no primeiro semestre. Já quem for começar no segundo semestre terá prazo de 10 de agosto a 30 de setembro.

O cronograma também fixa as datas das atividades:

Primeiro semestre: início em 1º de março, com término em 28 de fevereiro (ou 29, em anos bissextos).

Segundo semestre: início em 1º de setembro, encerrando em 31 de agosto do ano seguinte.

As comissões responsáveis precisarão ajustar seus calendários para assegurar a carga horária mínima e o período de férias previstos na legislação. Outro ponto importante é que o residente que não se apresentar — nem justificar a ausência em até 24 horas após o começo das atividades — será considerado desistente.

Nesses casos, a vaga poderá ser repassada ao próximo candidato da lista, respeitando a ordem de classificação. A residência médica pode durar de dois a cinco anos, dependendo da especialidade, e a conclusão garante ao profissional o título necessário para atuar oficialmente na área escolhida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Eleições 2026: uso de IA para fake news pode gerar multa de até R$ 30 mil

 


Proposta do Ministério Público Eleitoral busca conter desinformação criada com tecnologia nas campanhas

O Ministério Público Eleitoral propôs a aplicação de multas para combater a divulgação de conteúdos falsos produzidos com inteligência artificial durante as eleições de 2026. Os valores sugeridos variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem criar ou compartilhar materiais manipulados com o objetivo de enganar eleitores.

A proposta foi apresentada em uma audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que discute possíveis mudanças nas regras do próximo pleito. Caso a medida seja aprovada, a penalidade poderá atingir tanto quem publica o conteúdo quanto possíveis beneficiários, desde que seja comprovado que tinham conhecimento da irregularidade.

As sugestões estão sob análise do vice-presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e podem fazer parte do conjunto de normas que ainda será votado pelo plenário da Corte. Para que as mudanças tenham validade nas eleições de 2026, a regulamentação precisa ser oficializada até 5 de março, conforme prevê a legislação eleitoral.

Durante o encontro, representantes do governo federal também defenderam maior controle sobre o uso de sistemas de inteligência artificial no período eleitoral. Entre as propostas estão limitar recomendações automatizadas de candidatos, exigir direcionamento para canais oficiais da Justiça Eleitoral e ampliar a responsabilidade das plataformas digitais na prevenção de abusos.

O tema segue em discussão e deve ganhar destaque nos próximos meses, diante do avanço das tecnologias e dos desafios para garantir a integridade das eleições.

 

Momento é de calibragem da política monetária, diz presidente do BC

 


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse hoje (11), em São Paulo, que a política monetária está em uma fase de calibragem dentro de um cenário que ainda exige bastante cautela. “Volto aqui a enfatizar que a palavra-chave é essa, a calibragem, esse ajuste da política monetária a partir de março, justamente para a gente poder reunir mais confiança para iniciar esse ciclo”, disse ele, durante o CEO Conference Brasil 2026, evento promovido pelo BTG Pactual.

“Neste ambiente onde você tem menos confiança, dado o tamanho da incerteza em projeções, a atitude do Copom (Comitê de Política Monetária) foi ser mais conservador ao esperar 45 dias para que a gente possa iniciar esse ciclo com maior confiança”, acrescentou.

Em janeiro, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano (https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-01/bc-mantem-juros-basicos-em-15-ao-ano-por-quinta-vez-seguida ), mas sinalizou a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico.

Durante o evento, Galípolo evitou falar sobre expectativas e defendeu que o Banco Central precisa ter serenidade para tomar decisões ao longo do ano. “O que significa serenidade? Significa que o Banco Central está mais para um transatlântico do que para um jet ski. Ele não pode fazer grandes movimentos e mudanças, ele se move de uma maneira mais comedida e segura”, argumentou.

Se o Banco Central trabalha atualmente com calibragem, Galípolo ressaltou que, para os próximos anos, a palavra que vai nortear os rumos da instituição será “estabilidade”. “A palavra-chave dos próximos anos do Banco Central é estabilidade. Nosso mandato é estabilidade monetária e estabilidade financeira. A palavra que vai dar ênfase no nosso mandato é estabilidade. Por isso, até brinquei que o novo logo dessa agenda será um quadrado vazado, porque o quadrado é o arquétipo junguiano da estabilidade e ele será vazado porque queremos dar transparência para isso”, disse.

Durante a entrevista, o presidente do Banco Central fez elogios à atuação da Polícia Federal nas investigações sobre a gestão fraudulenta do Banco Master. Ele também elogiou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Ministério Público, o mercado financeiro e a imprensa sobre a condução do caso.

“Desde o primeiro momento, ali quando a gente percebeu que era um tema que extrapolava o tema de supervisão bancária e que demandava a gente fazer as comunicações e envolver a Polícia Federal e o Ministério Público, houve coragem e capacidade técnica do Andrei [Rodrigues]. A Polícia Federal foi diligente, corajosa e técnica nesse processo”, ressaltou.

“Também tivemos, no meio do ano, uma série de ataques [direcionados ao BC], inicialmente identificados como ciberataques, que demandaram uma resposta rápida e ativa do BC. E, para isso, foi essencial contar com a parceria das principais instituições e do mercado para que fizéssemos isso na dosagem correta”, acrescentou.

Ao final, Galípolo defendeu o aprimoramento dos instrumentos de fiscalização do Banco Central para evitar novas situações de fraudes no sistema financeiro brasileiro. “O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros. Jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante em um processo como esse”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

Lula deve visitar Recife, Salvador e Rio de Janeiro no Carnaval

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar a três capitais durante o feriado de Carnaval, segundo previsão informada pelo Palácio do Planalto nesta quarta-feira (11). A primeira parada será no Recife, onde o presidente desembarca na noite de sexta-feira (13), vindo de Brasília. No dia seguinte, pela manhã, Lula comparece ao desfile do tradicional bloco Galo da Madrugada, um dos maiores eventos carnavalescos do planeta, que costuma reunir um público superior a 2 milhões de foliões nas ruas do centro do Recife. Ele deve ser acompanhado pelo prefeito da cidade, João Campos, e a governadora pernambucana, Raquel Lyra.

Ainda no sábado, Lula embarca para Salvador. Na capital baiana, o presidente deve prestigiar o desfile dos trios elétricos em um camarote oficial do governo do estado, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues e outros aliados.

Já na cidade do Rio de Janeiro, Lula vai acompanhar, na Marquês de Sapucaí, o desfile das escolas de samba do grupo especial, especialmente a apresentação da estreante Acadêmicos de Niterói, cujo samba-enredo homenageia a trajetória de vida pública do presidente. O prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, estará ao lado de Lula, que também deverá estar acompanhado de parlamentares e aliados.

A programação detalhada não foi informada, mas a expectativa é que Lula só retorne a Brasília na segunda-feira (16), onde passa a noite. No dia seguinte, terça-feira (17), ainda pela manhã, o presidente e comitiva embarcam para uma viagem internacional à Índia e à Coreia do Sul, que ocorrerá entre 18 a 24 de fevereiro.

Ainda nesta quarta, após Lula aparecer com uma pequena mancha visível no couro cabeludo, durante um evento no Palácio do Planalto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informou que a marca é resultado de um procedimento realizado no último domingo (8) para retirar uma queratose, que é um acúmulo de pele, cujo aparecimento foi associada à exposição ao sol. A intervenção com cauterização da lesão foi feita em clínica de dermatologia em São Paulo com bisturi elétrico, e durou cerca de dois minutos, segundo a Secom.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Comissão aprova projeto que cria o programa “Minha Primeira Arma” na Câmara

 


Proposta prevê isenção de impostos para facilitar a compra da primeira arma por cidadãos habilitados.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), um projeto que institui o programa “Minha Primeira Arma”. A iniciativa busca ampliar o acesso à primeira arma de fogo de uso permitido para brasileiros que atendam às exigências legais.

De autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), a proposta defende que o cidadão habilitado tenha condições de exercer o direito à legítima defesa, argumentando que custos financeiros e tributários hoje seriam um obstáculo para a aquisição.

O texto prevê a isenção de tributos federais, como Imposto de Importação, IPI, PIS e Cofins, para quem comprar a primeira arma dentro das regras estabelecidas. Para o autor, não haveria justificativa econômica ou social para a cobrança elevada sobre um item destinado à defesa pessoal, desde que o comprador cumpra critérios como avaliação psicológica, aptidão técnica, antecedentes sem registros e autorização oficial.

Caso avance, o programa deverá ser executado por um comitê com representantes dos ministérios da Justiça, Fazenda e Defesa, além de instituições como Polícia Federal, Exército, Banco do Brasil e Caixa Econômica. O projeto ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no plenário da Câmara.