terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Governo Lula torra R$ 2 milhões em anúncios nas redes sociais em um mês

 


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou cerca de R$ 2 milhões em anúncios no Facebook e no Instagram apenas nos últimos 30 dias. Os dados constam na biblioteca de anúncios da Meta, plataforma que reúne informações sobre publicidade de caráter político ou institucional divulgada nas redes sociais.

De acordo com o levantamento, o volume de investimento cresce ainda mais quando analisado um período maior. Somando os últimos três meses, os gastos com propaganda digital nessas duas plataformas chegam a aproximadamente R$ 7,4 milhões, valor voltado principalmente para campanhas de divulgação de programas e ações do governo federal.

Entre os conteúdos impulsionados, um dos principais focos foi a divulgação da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Só esse tema concentrou cerca de R$ 700 mil em anúncios no período de um mês, distribuídos em diferentes peças publicitárias direcionadas ao público nas redes.

A distribuição dos investimentos também chamou atenção pela concentração regional. Segundo os dados, os estados que mais receberam anúncios foram São Paulo, com cerca de R$ 289 mil; Rio Grande do Sul, com R$ 212 mil; e Bahia, com R$ 207 mil. Já unidades da federação como Mato Grosso e Distrito Federal tiveram menor volume de publicidade, com cerca de R$ 21 mil cada.

Diário do Poder

Temer se manifesta sobre candidatura à Presidência após desejo do MDB

 


O ex-presidente Michel Temer se manifestou sobre uma eventual candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano após Baleia Rossi, presidente de seu partido, o MDB, citá-lo como um nome para a disputa.

“É uma gentileza do presidente do MDB [Baleia Rossi]. Eu já fiz o que tinha de fazer na vida pública, mas fico extremamente honrado com essa possibilidade de o MDB fazer um levantamento [pesquisa eleitora]. Isso é bom para o MDB. Eu confesso que isso não está no meu horizonte. Mas fico muito honrado com a lembrança que o partido teve com o meu nome”, disse o ex-presidente durante um evento na Associação Comercial de São Paulo.

Em entrevista à coluna em janeiro, Baleia Rossi afirmou que o nome de Temer “uniria” o MDB em meio à polarização entre Lula e a família Bolsonaro. Já o ministro dos Transportes, Renan Filho, opinou que nem o ex-presidente conseguiria unir a legenda no atual momento.

Federação alerta para impacto de R$ 180 bilhões com fim da escala 6×1

 


Uma proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, gerando intensos debates sobre seus impactos econômicos. Segundo Antônio Carlos Vilela, vice-presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), a mudança pode resultar em um custo estimado de R$ 180 bilhões anuais para a economia brasileira.

Em entrevista à CNN Brasil, Vilela contextualizou que, embora a redução da jornada de trabalho seja uma tendência natural em países desenvolvidos, é questionável se o Brasil está preparado para implementar essa mudança no momento atual. “Em todo o país desenvolvido, bem-sucedido, é natural que se reduza a jornada de trabalho com o decorrer dos anos. O que nós, na Federação da Indústria, em todo o sistema da indústria, estamos questionando é se o Brasil chegou neste momento”, afirmou.

O representante da Firjan apontou diversos fatores que tornam o cenário brasileiro desfavorável para essa discussão: o ano eleitoral que favorece propostas populistas, a crise fiscal iminente, a baixa produtividade da indústria brasileira em comparação com outros países, os juros elevados e a escassez de mão de obra qualificada. “Como nós podemos distribuir vantagens ou reduzir carga de trabalho em um país que é considerado de baixa produtividade?”, questionou.

CNN

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Papa diz que “jejum também passa pela língua” e pede cautela na quaresma

 


O Papa Leão XIV pediu um ‘jejum’ de palavras ofensivas nas redes sociais e na política. O pontífice usou a sua tradicional mensagem antes da Quaresma para pedir aos fiéis que além da abstinência de alimentos, o “jejum também passe pela língua”.

Segundo o Papa, o período deve incluir “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada,” renunciar a palavras que atingem e ferem o próximo. Quaresma é o período de 40 dias entre entre a Quarta-Feira de Cinzas e a Páscoa. Na tradição cristã, é um tempo de reflexão, oração e penitência.

Não gosta de Carnaval? Psicóloga explica como aproveitar o feriado de outra forma

 


Especialista destaca que descansar, viajar ou investir em hobbies também são escolhas saudáveis

Enquanto milhões de brasileiros aguardam o Carnaval para cair na folia, muitas pessoas preferem aproveitar o período de maneira mais tranquila — e isso é completamente normal. A psicóloga Andrea Siqueira>, professora da UNINASSAU Olinda, explica que fatores sociais, religiosos, familiares e até traços de personalidade podem influenciar essa decisão.

Segundo a especialista, há quem seja mais introspectivo e prefira ambientes calmos, longe das multidões e do barulho típico das festas. Para esses casos, atividades como ir ao cinema, viajar, ler um livro ou curtir a praia podem ajudar a reduzir o estresse e recarregar as energias.

Andrea também reforça que o feriado pode ser uma oportunidade para desacelerar, reorganizar a rotina e cuidar da saúde mental. Visitar lugares mais tranquilos ou dedicar tempo à família são alternativas que contribuem para o bem-estar.

Para quem ainda quer algum tipo de celebração, encontros menores com amigos e parentes podem ser uma boa opção. Além de mais reservados, esses momentos ajudam a fortalecer vínculos e criar novas memórias.

A especialista conclui que não existe forma certa ou errada de viver o Carnaval. Seja descansando ou participando das festas, o importante é aproveitar o período da maneira que faça mais sentido para você.

MEC padroniza calendário nacional para matrículas e início da residência médica

 


Nova regra define datas únicas para ingresso e prevê perda da vaga em caso de ausência

O Ministério da Educação publicou a Resolução nº 1/2026, que estabelece um calendário nacional para matrícula e início dos Programas de Residência Médica. A medida busca organizar o processo em todo o país e garantir maior previsibilidade para médicos e instituições.

Pela norma, os profissionais aprovados deverão se matricular diretamente na instituição credenciada entre 10 de fevereiro e 31 de março para ingresso no primeiro semestre. Já quem for começar no segundo semestre terá prazo de 10 de agosto a 30 de setembro.

O cronograma também fixa as datas das atividades:

Primeiro semestre: início em 1º de março, com término em 28 de fevereiro (ou 29, em anos bissextos).

Segundo semestre: início em 1º de setembro, encerrando em 31 de agosto do ano seguinte.

As comissões responsáveis precisarão ajustar seus calendários para assegurar a carga horária mínima e o período de férias previstos na legislação. Outro ponto importante é que o residente que não se apresentar — nem justificar a ausência em até 24 horas após o começo das atividades — será considerado desistente.

Nesses casos, a vaga poderá ser repassada ao próximo candidato da lista, respeitando a ordem de classificação. A residência médica pode durar de dois a cinco anos, dependendo da especialidade, e a conclusão garante ao profissional o título necessário para atuar oficialmente na área escolhida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Eleições 2026: uso de IA para fake news pode gerar multa de até R$ 30 mil

 


Proposta do Ministério Público Eleitoral busca conter desinformação criada com tecnologia nas campanhas

O Ministério Público Eleitoral propôs a aplicação de multas para combater a divulgação de conteúdos falsos produzidos com inteligência artificial durante as eleições de 2026. Os valores sugeridos variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem criar ou compartilhar materiais manipulados com o objetivo de enganar eleitores.

A proposta foi apresentada em uma audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que discute possíveis mudanças nas regras do próximo pleito. Caso a medida seja aprovada, a penalidade poderá atingir tanto quem publica o conteúdo quanto possíveis beneficiários, desde que seja comprovado que tinham conhecimento da irregularidade.

As sugestões estão sob análise do vice-presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e podem fazer parte do conjunto de normas que ainda será votado pelo plenário da Corte. Para que as mudanças tenham validade nas eleições de 2026, a regulamentação precisa ser oficializada até 5 de março, conforme prevê a legislação eleitoral.

Durante o encontro, representantes do governo federal também defenderam maior controle sobre o uso de sistemas de inteligência artificial no período eleitoral. Entre as propostas estão limitar recomendações automatizadas de candidatos, exigir direcionamento para canais oficiais da Justiça Eleitoral e ampliar a responsabilidade das plataformas digitais na prevenção de abusos.

O tema segue em discussão e deve ganhar destaque nos próximos meses, diante do avanço das tecnologias e dos desafios para garantir a integridade das eleições.