segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

PF divulga laudo e aponta que Bolsonaro tem sete doenças crônicas

 


Documento indica necessidade de acompanhamento médico, mas descarta internação no momento.

A Polícia Federal (PF) informou, em laudo médico divulgado na última sexta-feira (6), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é portador de sete doenças crônicas. Ele passou por avaliação clínica, e os documentos de saúde também foram analisados pela corporação.

Segundo o relatório, apesar das condições identificadas, não há indicação atual de transferência para um hospital. Entre os diagnósticos listados estão hipertensão arterial, apneia obstrutiva do sono em grau grave, obesidade clínica, aterosclerose, refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.

O laudo também aponta a presença de sinais neurológicos que podem aumentar o risco de quedas, motivo pelo qual foi sugerida investigação complementar para um diagnóstico mais preciso. Entre as recomendações estão a instalação de barras de apoio em áreas de circulação e no banheiro, além de uma campainha de emergência. O documento ainda orienta acompanhamento nutricional, prática regular de exercícios e tratamento fisioterápico.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem em até cinco dias sobre o conteúdo do laudo. Bolsonaro está preso após condenação a 27 anos e três meses em regime fechado por tentativa de golpe de Estado. Inicialmente mantido na Superintendência da Polícia Federal, ele foi transferido em janeiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

Brasil registra 145 casos de pancreatite ligados a canetas emagrecedoras

 


Quando considerados também dados de pesquisas clínicas, o total de ocorrências pode chegar a 225.

Entre 2020 e 2025, o Brasil contabilizou seis mortes suspeitas e 145 possíveis casos de pancreatite relacionados ao uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”. As notificações foram feitas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e integram o VigiMed, sistema oficial que acompanha eventos adversos.

Segundo a agência, ainda não é possível confirmar que os episódios tenham sido provocados diretamente pelos remédios. Quando considerados também dados de pesquisas clínicas, o total de ocorrências pode chegar a 225. Os registros envolvem pacientes de estados como São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal e estão ligados a medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1 — entre eles semaglutida, tirzepatida, dulaglutida, liraglutida e lixisenatida — presentes em fármacos populares como Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda e outros.

A Anvisa reforça que o risco de pancreatite já aparece nas bulas e que, desde abril de 2025, a venda desses medicamentos exige retenção de receita médica, medida criada para ampliar o controle e a segurança no uso. Em nota, a farmacêutica Eli Lilly informou que a pancreatite aguda é uma reação adversa considerada incomum e orientou que pacientes procurem assistência médica ao notar sintomas suspeitos, interrompendo o tratamento até avaliação profissional.

 

STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa

 


O STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa ao decidir, por unanimidade, que o uso de recursos não declarados em campanhas eleitorais pode gerar punição além da esfera eleitoral.

O entendimento amplia a responsabilização de políticos acusados dessa prática, que poderão responder tanto por crime eleitoral quanto por improbidade administrativa, desde que existam provas suficientes para cada infração.

A decisão foi tomada nessa sexta-feira (6), durante julgamento virtual do plenário da Corte. A votação eletrônica, iniciada em dezembro do ano passado, foi concluída agora, consolidando o posicionamento do Supremo sobre o tema. Conforme o entendimento firmado, as duas esferas de responsabilização são independentes, o que permite a aplicação simultânea de sanções.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Segundo ele, a existência de um crime eleitoral não impede, por si só, a apuração de atos de improbidade administrativa. Pelo contrário, como resultado do julgamento, ficou definido que caberá à Justiça comum analisar os casos de improbidade, mesmo quando os fatos também configurarem ilícitos eleitorais.

STF enquadra caixa dois como improbidade administrativa

Atualmente, os atos de improbidade administrativa tramitam na esfera cível, enquanto as infrações relacionadas ao caixa dois permanecem sob a competência da Justiça Eleitoral. No entanto, com a nova decisão, o Supremo reforça que cada instância deve atuar de forma autônoma, respeitando suas atribuições legais. Assim, um mesmo fato pode gerar consequências jurídicas distintas, sem que isso represente dupla punição pelo mesmo crime.

O voto de Alexandre de Moraes foi acompanhado integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, André Mendonça, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques. O ministro Gilmar Mendes também seguiu o relator, embora tenha apresentado ressalvas ao entendimento adotado pela maioria.

Segundo especialistas em direito eleitoral, a decisão tende a fortalecer os mecanismos de combate a irregularidades no financiamento de campanhas. Além disso, amplia o alcance das sanções previstas na legislação de improbidade, que podem incluir perda de direitos políticos, multa e proibição de contratar com o poder público.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Na inauguração da UPA de Açailândia, Hildo Rocha destaca o compromisso dele e do governador Brandão com a saúde pública

 












O Governo do Maranhão entregou, nesta sexta-feira (06), uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Açailândia, que funcionará 24 horas por dia. A inauguração reuniu autoridades municipais, estaduais e federais entre elas o deputado federal Hildo Rocha (MDB), que destacou a ampliação da rede de saúde pública em Açailândia.

“O Governador Carlos Brandão entregou mais uma importante estrutura de saúde para o povo de Açailândia. Brandão construiu e já está funcionando um hospital regional de alta complexidade aqui e agora, em menos de um ano, ele inaugura uma UPA de 24 horas que começou a funcionar hoje mesmo, com equipamentos modernos, com serviços de saúde de urgência e emergência. Uma unidade de porta aberta, cujo funcionamento será bancado pelo governo do estado e pelo governo federal”, afirmou.

Benefícios na saúde viabilizados por Hildo Rocha

O deputado Hildo Rocha também destacou ações realizadas por meio de emendas parlamentares de sua autoria em benefício da população de Açailândia.

“Na condição de deputado federal eu tenho contribuído para melhorar a saúde pública em Açailândia, um exemplo é o Centro de Reabilitação que atende pacientes com traumas ortopédicos, deficiência auditiva, visual e intelectual. Hoje os autistas de Açailândia e região tem esse centro especializado para realizar qualquer tipo de tratamento, assim como a pessoa que tiver sofrido qualquer tipo de fratura ele tem a sua disposição naquele centro de reabilitação todos os profissionais e equipamentos necessários para se reabilitar totalmente”, explicou Hildo Rocha.

O deputado citou ainda a construção de uma Unidade Básica de Saúde no Residencial Jardim Aulídia, que é o maior bairro popular de Açailândia.

“Também disponibilizei uma emenda para o ex-prefeito Aluísio construir uma UBS no Jardim Aulídia, local onde o povo sofria até para receber medicamentos de uso continuado, porque tinha que se deslocar para outros postos de saúde para receber um medicamento. Agora os moradores daquele bairro recebem o seu medicamento naquela UBS, ali tem serviço odontológico a disposição de toda a população, assim como médicos e um excelente corpo de enfermagem”, declarou Rocha.

O deputado Hildo Rocha acrescentou que o Centro de Reabilitação contará ainda com oficina de órteses e próteses para produção gratuita dos equipamentos. “Vai ter uma oficina de órteses e próteses onde tudo será produzido e entregue de forma gratuita para o cidadão aqui de Açailândia e região”, destacou Hildo Rocha.

A importância de Orleans para a conclusão e funcionamento da UPA

O parlamentar atribuiu a articulação política feita pelo secretário de assuntos municipalistas, Orleans Brandão, para que a UPA fosse construída e o governo do estado assumir a sua gestão. “O trabalho de Orleans Brandão foi fundamental para que essa UPA fosse construída e o estado assumisse a sua gestão”, assegurou.

https://hildorocha.com.br/2026/02/na-inauguracao-da-upa-de-acailandia-hildo-rocha-destaca-o-compromisso-dele-e-do-governador-brandao-com-a-saude-publica/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Anvisa amplia regras da cannabis medicinal e facilita acesso a tratamentos no Brasil

 


Nova resolução permite mais formas de uso, amplia o acesso para pacientes e cria normas para o cultivo controlado da planta no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou novas regras para a cannabis medicinal no Brasil, ampliando as possibilidades de tratamento e a comercialização de medicamentos derivados da planta.

A medida atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que exigiu a criação de um marco regulatório sobre o tema. Entre as mudanças, passa a ser autorizada a venda de produtos para uso bucal, sublingual e dermatológico — além das formas oral e inalatória já permitidas. Outra novidade é a regulamentação do cultivo para fins exclusivamente medicinais, farmacêuticos e de pesquisa, com limite de até 0,3% de THC e exigência de autorização especial e controle sanitário.

As regras também ampliam o acesso a tratamentos com concentrações mais altas de THC para pacientes com doenças graves e debilitantes, antes restritos a casos terminais ou paliativos. Apesar do avanço, o uso recreativo segue proibido, mantendo o foco na segurança e no atendimento aos pacientes que dependem dessas terapias.

Anvisa interdita lote de leite condensado e manda apreender suplementos irregulares

 


Medida foi adotada após identificação de risco sanitário e produtos com promessas sem comprovação científica.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de um lote do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita e a apreensão dos suplementos alimentares Glicojax e Durasil. A decisão foi tomada após a identificação de irregularidades sanitárias e suspeitas de propaganda enganosa.

O lote do leite condensado foi reprovado em um teste microbiológico que apontou a presença de Estafilococos Coagulase Positiva, bactéria associada ao Staphylococcus aureus. Em níveis elevados, o microrganismo pode causar intoxicação alimentar e outros problemas de saúde.

Inicialmente, o produto foi relacionado à empresa Apti Alimentos, mas a companhia informou, em nota, que o leite condensado La Vaquita não faz parte de seu portfólio e que houve um equívoco na vinculação.

Durante as fiscalizações, a agência também ordenou a retirada dos suplementos Glicojax e Durasil do mercado. Segundo a Anvisa, ambos possuem origem desconhecida e são divulgados com benefícios terapêuticos sem respaldo científico.

O Glicojax é anunciado como auxiliar no controle da glicose e da saúde metabólica, enquanto o Durasil promete aliviar dores e melhorar a função erétil. Além da falta de comprovação, o último não apresenta fabricante identificado — o que configura infração sanitária.

Mesmo com as restrições, os produtos ainda foram encontrados à venda em plataformas de comércio eletrônico. A recomendação é que consumidores sempre verifiquem a regularização dos itens antes da compra e evitem o uso de produtos sem autorização.

 

Novo manual muda regras do exame prático da CNH em todo o Brasil

 


Senatran quer prova mais próxima da realidade do trânsito e com critérios padronizados

A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) publicou o novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, trazendo mudanças importantes para o exame prático da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O documento foi divulgado no domingo (1º) e passa a orientar a aplicação da prova em todos os Detrans do país.

Segundo o órgão, o objetivo é reduzir diferenças regionais e tornar a avaliação mais compatível com situações reais do trânsito, priorizando a condução em vias públicas, a interpretação do ambiente e a tomada de decisões ao volante.

Entre as principais mudanças, a baliza deixa de ser uma etapa autônoma e eliminatória, passando a ser tratada como uma manobra de estacionamento ao fim do percurso. O foco da prova agora será o comportamento do candidato durante a direção.

O manual também permite que o exame seja feito em veículos automáticos, desde que estejam dentro das exigências legais. Outra alteração é o fim da reprovação automática por determinadas falhas — a avaliação passa a considerar apenas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

O candidato será analisado por um sistema de pontos, com limite de até dez, conforme a gravidade das infrações. Condutas que não configuram infração deixam de causar reprovação. Para a Senatran, o novo modelo torna o processo mais justo, acessível e alinhado à realidade dos motoristas. O órgão ainda alerta que o descumprimento das novas diretrizes pode gerar apurações administrativas e até intervenção no Detran responsável pela aplicação do exame.