quinta-feira, 26 de março de 2026

Lula sanciona PL Antifacção, mas veta punição a criminosos sem vínculo

 


Nova legislação cria crimes específicos contra organizações violentas e amplia penas, com foco nos líderes do crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (24), o projeto de lei que estabelece novas regras para o enfrentamento às facções criminosas no país. Conhecida como “PL Antifacção”, a medida cria um marco legal mais rígido contra o crime organizado, mas foi aprovada com vetos importantes.

Entre os pontos excluídos está o trecho que previa punições severas para pessoas que atuassem de forma independente, sem ligação formal com organizações criminosas. A proposta original previa penas de até 30 anos de prisão para esses casos, mas o dispositivo acabou retirado da versão final. Ao comentar a sanção, Lula destacou que a prioridade do governo é atingir os principais articuladores do crime organizado, e não apenas executores.

Segundo o presidente, o objetivo é responsabilizar quem comanda as atividades ilegais e se beneficia delas, muitas vezes longe das áreas dominadas pelas facções. A nova lei cria categorias específicas para punir organizações consideradas “ultraviolentas”, definidas como grupos com três ou mais integrantes que utilizam violência, ameaça ou coerção para controlar territórios ou influenciar comunidades.

Entre os novos enquadramentos está o crime de domínio social estruturado, voltado a integrantes que impõem restrições à circulação de pessoas e exercem controle em determinadas regiões. Outro ponto é o crime de favorecimento ao domínio social, que atinge quem colabora com essas organizações, mesmo sem participação direta em atos violentos. Nesses casos, as penas podem variar de 12 a 20 anos de prisão.

A legislação também traz medidas para fortalecer o combate ao crime organizado, como a ampliação das penas — que podem chegar a até 40 anos em algumas situações — e a definição de prazos para a condução de investigações.

Além disso, o texto prevê mecanismos mais rígidos para bloqueio de bens de investigados. Os recursos apreendidos poderão ser destinados a fundos de segurança pública, tanto em nível estadual quanto federal. Quando as investigações forem conduzidas por polícias civis, os valores irão para os fundos estaduais. Já nas ações da Polícia Federal, os recursos serão destinados ao fundo nacional. Em operações conjuntas, a divisão será feita de forma igualitária.

Com a sanção, o governo federal aposta em uma atuação mais estratégica contra facções criminosas, priorizando o desmonte das estruturas financeiras e de comando dessas organizações. A expectativa é que a nova legislação contribua para enfraquecer o poder desses grupos e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança em todo o país.

Caminhoneiros cancelam paralisação após acordo com o Governo Federal

 


Medida provisória garante fiscalização do frete e prevê reajuste automático com base no diesel

Representantes dos caminhoneiros decidiram cancelar a paralisação nacional prevista após reunião realizada nesta quarta-feira (25), no Palácio do Planalto, em Brasília. O recuo ocorreu depois que o governo federal confirmou o atendimento da principal demanda da categoria: o cumprimento do piso mínimo do frete.

O encontro contou com a participação do ministro Guilherme Boulos, que anunciou medidas para reforçar a fiscalização e garantir o pagamento correto aos transportadores. O acordo foi formalizado por meio de uma medida provisória que estabelece critérios mais rígidos para o cumprimento da tabela do frete.

O novo modelo de cálculo considera fatores técnicos como:

Número de eixos do caminhão;

Tipo e volume da carga transportada;

Condições específicas, como transporte frigorificado ou uso de contêineres.

Outro ponto importante do acordo é a criação de um mecanismo de reajuste automático. Sempre que o preço do diesel variar 5% ou mais, os valores do frete deverão ser atualizados.

A medida busca proteger a renda dos caminhoneiros diante das oscilações no preço dos combustíveis.

Para garantir o cumprimento das novas regras, o governo anunciou a aplicação de sanções progressivas para empresas e contratantes que desrespeitarem a tabela. A expectativa é que a medida reduza irregularidades e traga mais segurança econômica para o setor de transporte rodoviário de cargas. Com o acordo firmado, a categoria decidiu suspender a mobilização nacional, afastando o risco de impactos no abastecimento e na economia.

MEC e Ministério das Mulheres lançam pacote de ações de combate à violência contra a mulher

 


O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério das Mulheres (MMULHERES) lançaram, nesta quarta-feira, 25 de março, durante o evento “Educação pelo Fim da Violência”, um pacote de ações para mobilização nas escolas em combate à violência contra meninas e mulheres. As ações dão concretude às iniciativas previstas no Pacto Brasil entre os Três Poderes para o Enfrentamento do Feminicídio, firmado em fevereiro deste ano entre o Governo do Brasil, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. As ações lançadas vão da educação básica à pós-graduação e abrangem desde a prevenção até o acolhimento de mulheres em situação de violência.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e o ministro da Educação, Camilo Santana, assinaram a portaria interministerial que dispõe sobre a inclusão no currículo escolar de conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres, além de um protocolo de intenções com instituições públicas de educação superior e a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica . Também foi formalizado acordo de cooperação técnica para ampliar as vagas do Programa Mulheres Mil – em cursos de qualificação profissional vinculados ao Programa Asas para o Futuro –, com o lançamento do documentário que celebra a trajetória do programa.

A portaria interministerial assinada na cerimônia dispõe sobre a inclusão de conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres e à prevenção de todas as formas de violência nos currículos da educação básica. A iniciativa deve impactar cerca de 46 milhões de estudantes da educação básica em todo o país.

O ato prevê, ainda, que o Conselho Nacional de Educação (CNE) terá 30 dias para instituir uma comissão destinada a elaborar proposta de aperfeiçoamento das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para a educação infantil, para o ensino fundamental e para o ensino médio. A medida visa conscientizar estudantes e professores sobre a importância da Lei Maria da Penha e reforçar a cultura de proteção à mulher na sociedade.

Protocolo de intenções

O protocolo de intenções firmado entre o MEC, o Ministério das Mulheres, os reitores das universidades públicas e dos institutos federais e o Colégio Pedro II, além das entidades do setor, tem como objetivo prevenir e enfrentar a violência e discriminação contra as mulheres nessas instituições.

Entre as principais atribuições previstas no protocolo estão:

prevenir situações de assédio, discriminação, abuso ou violência contra mulheres;

acolher mulheres em situação de violência nas instituições de ensino;

coibir práticas discriminatórias e encaminhar casos às autoridades competentes;

implementar núcleos de acolhimento nas instituições;

divulgar amplamente os canais formais para denúncias;

promover programas de valorização e incentivo à liderança das mulheres nos espaços acadêmicos;

incentivar planos de trabalho para enfrentamento da violência e envolvimento de homens como aliados na prevenção;

assegurar que o protocolo e os canais de denúncia sejam acessíveis, com versões em linguagem simples, Língua Brasileira de Sinais (Libras) e formatos inclusivos.


A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a importância da iniciativa para transformar a realidade dentro das universidades: “este protocolo visa estimular campanhas permanentes, para que os planos pedagógicos incorporem esse conteúdo e que todos os currículos de graduação incluam o debate sobre gênero, raça e etnia. Que cada universidade tenha uma política de prevenção e atendimento às estudantes e servidoras. O trabalho entre ministérios e organizações é uma construção que reflete a realidade e os desafios em todas as instituições do país. Essa ação conjunta fortalece o compromisso federativo que amplia as condições para que o protocolo seja implementado de forma efetiva em todas as regiões do Brasil”, afirmou a ministra.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a atuação conjunta entre os ministérios do Governo do Brasil, as instituições representativas e as organizações de mulheres, destacando a importância de o debate ser inserido na educação básica. “Sabemos que essa discussão [de prevenção e combate à violência contra meninas e mulheres] precisa começar lá no início, com nossas crianças e jovens nas escolas brasileiras”.

Santana ainda completou que as ações dialogam com a “Lei Maria da Penha vai às escolas” (Lei nº 14.164/2021) e que levará a discussão sobre prevenção à violência para milhões de estudantes pelo país, com o objetivo de formar uma nova geração baseada no respeito, na equidade e na justiça. “Não estamos lançando apenas políticas públicas, estamos afirmando um projeto de país, um Brasil onde meninas possam estudar sem medo, um Brasil onde mulheres possam ocupar todos os espaços, um Brasil onde o conhecimento seja um instrumento de libertação, e não de exclusão”, enfatizou.

A construção do protocolo teve a participação do Ministério das Mulheres e do Ministério da Educação, além da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes); da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruen); do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e do Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Mulheres Mil e Programa Asas para o Futuro

Os ministérios também assinaram um acordo de cooperação técnica para a ampliação das vagas do Programa Mulheres Mil, iniciativa que promove a formação profissional e tecnológica de mulheres em situação de vulnerabilidade social. O programa articula educação, cidadania e autonomia econômica.

O objetivo é qualificar 10 mil mulheres nas áreas das Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) mediante a oferta de cursos de capacitação técnica e profissional, prioritariamente destinados a mulheres negras, indígenas, quilombolas, residentes em áreas periféricas urbanas e da zona rural, por meio da Bolsa-Formação, no âmbito do Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), a ser executado nos Institutos Federais em todo território nacional.

Na cerimônia, ainda ocorreu o lançamento do documentário que celebra a trajetória do Programa Mulheres Mil, resgatando histórias de transformação e impactos da iniciativa na vida de mulheres de diferentes regiões do país.

O programa Mulheres Mil oferta cursos de qualificação profissional a partir da seleção de grupos de mulheres de uma mesma região ou localidade, que compartilham características socioeconômicas e um potencial de inclusão produtiva e ampliação de renda. A partir disso, são definidas as capacitações e os serviços assistenciais que potencializam os cursos e garantem o usufruto de direitos pelas estudantes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Donald Trump impõe 15 condições para encerrar guerra contra o Irã

 


Proposta dos EUA inclui restrições nucleares, redução de mísseis e possível suspensão de sanções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou ao Irã uma proposta de acordo para encerrar o conflito que já dura quase um mês. O plano prevê 15 medidas e a possibilidade de um cessar-fogo inicial de 30 dias para viabilizar as negociações. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a proposta norte-americana estabelece exigências relacionadas principalmente ao programa nuclear e ao arsenal militar iraniano.

Entre as condições apresentadas pelos Estados Unidos estão:

 

Compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares;

Limitação do alcance e da quantidade de mísseis balísticos;

Desativação de usinas de enriquecimento de urânio em regiões estratégicas;

Interrupção do apoio a grupos aliados no Oriente Médio, como Hamas e Hezbollah;

Criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

 

De acordo com o jornal The Wall Street Journal, os Estados Unidos sinalizaram a possibilidade de suspender sanções econômicas impostas ao Irã, especialmente aquelas relacionadas ao programa nuclear.

Além disso, os norte-americanos indicaram que poderiam colaborar com o desenvolvimento de um programa nuclear civil no país, desde que voltado exclusivamente para fins pacíficos e sob monitoramento internacional.

Países como Turquia, Egito e Paquistão atuam como mediadores e tentam viabilizar um encontro entre representantes dos dois países, previsto para esta quinta-feira (26). Até o momento, não há confirmação sobre a aceitação do plano por parte do governo iraniano.

Quase 40% dos estudantes brasileiros relatam já ter sofrido bullying, aponta IBGE

 


Pesquisa revela aumento na repetição dos casos e destaca principais formas de violência nas escolas

O bullying continua sendo uma realidade presente no ambiente escolar brasileiro. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontam que 39,8% dos estudantes entre 13 e 17 anos afirmam já ter sido vítimas desse tipo de violência. O levantamento foi realizado em 2024 em escolas de todo o país.

Além do alto número de casos, o estudo chama atenção para o aumento na frequência das agressões. Entre os alunos entrevistados, 27,2% relataram ter sofrido humilhações repetidas, ocorrendo duas ou mais vezes. Em relação a 2019, houve crescimento tanto no total de vítimas quanto na recorrência dos episódios, indicando maior intensidade do problema.

As situações de bullying estão, em grande parte, relacionadas a aspectos físicos e características pessoais. Entre os estudantes, 30,2% disseram ter sido alvo de ofensas por causa do rosto ou cabelo, enquanto 24,7% associaram as agressões à aparência corporal. Outros 10,6% relataram violência ligada à cor ou raça. Já 26,3% afirmaram não saber o motivo das agressões. O levantamento também mostra que 16,6% dos alunos já sofreram agressões físicas dentro do ambiente escolar.

A pesquisa ainda revela diferenças entre vítimas e autores. As meninas aparecem como as mais afetadas, com 43,3% relatando episódios de bullying, enquanto entre os meninos o índice é de 37,3%. Em relação aos agressores, 13,7% dos estudantes admitem já ter praticado esse tipo de violência — sendo 16,5% do sexo masculino e 10,9% do feminino. Há ainda divergências entre os relatos de vítimas e autores, especialmente em casos relacionados a gênero, orientação sexual e deficiência, o que pode indicar dificuldade de identificação ou subnotificação.

No campo da prevenção, os dados mostram que pouco mais da metade dos estudantes (53,4%) está matriculada em escolas que participam do Programa Saúde na Escola. Dentre essas instituições, 43,2% desenvolvem ações voltadas ao combate ao bullying, enquanto 37,2% adotam medidas específicas para prevenir conflitos e brigas.

Como limpar a lixeira do WhatsApp e liberar espaço no celular Android e iPhone

 


Aprenda passo a passo para apagar arquivos ocultos do aplicativo e melhorar o desempenho do seu celular

Com o uso diário do WhatsApp, é comum acumular fotos, vídeos, áudios e documentos que ocupam grande parte da memória do celular. O que muita gente não sabe é que, mesmo após apagar conversas, esses arquivos continuam salvos no aparelho.

A boa notícia é que é possível limpar esses dados e liberar espaço tanto em dispositivos Android quanto no iOS.

Além de ganhar mais memória, essa prática ajuda a evitar travamentos, lentidão e até problemas na hora de instalar novos aplicativos.

 

📱 Como limpar a lixeira do WhatsApp no Android

 

Abra o WhatsApp e toque nos três pontinhos no canto superior direito.

Acesse Configurações.

Vá em Armazenamento e dados.

Toque em Gerenciar armazenamento.

Veja os arquivos mais pesados ou mais compartilhados.

Selecione o que deseja apagar e toque no ícone da lixeira.

💡 Dica extra: para uma limpeza mais completa, acesse o gerenciador de arquivos do celular e vá até a pasta WhatsApp/Media para excluir mídias antigas.

 

🍎 Como limpar a lixeira do WhatsApp no iPhone

 

Abra o WhatsApp.

Toque em Ajustes (canto inferior direito).

Vá em Armazenamento e dados.

Selecione Gerenciar armazenamento.

Escolha conversas ou arquivos.

Toque em Apagar para liberar espaço.

💡 Dica extra: verifique também os apps Fotos e Arquivos do iPhone para excluir mídias duplicadas.

 

🍎 Como limpar a lixeira do WhatsApp no iPhone

 

Abra o WhatsApp.

Toque em Ajustes (canto inferior direito).

Vá em Armazenamento e dados.

Selecione Gerenciar armazenamento.

Escolha conversas ou arquivos.

Toque em Apagar para liberar espaço.

💡 Dica extra: verifique também os apps Fotos e Arquivos do iPhone para excluir mídias duplicadas.

 

Por que fazer isso?

 

Limpar a “lixeira” do WhatsApp regularmente é uma forma simples de manter o celular mais rápido, organizado e com espaço disponível para o que realmente importa.

 

quinta-feira, 12 de março de 2026

Anvisa aprova novos medicamentos para diabetes tipo 1, câncer de mama e doença rara

 


Registros publicados no Diário Oficial autorizam uso de três tratamentos voltados a diferentes condições de saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de três novos medicamentos voltados ao tratamento do diabetes tipo 1, do câncer de mama e do angioedema hereditário. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União na última segunda-feira (9).

Entre os medicamentos aprovados está o Tzield® (teplizumabe), indicado para retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 1 em estágio 3. O tratamento pode ser utilizado por pacientes adultos e também por crianças a partir de 8 anos que já estejam no estágio 2 da doença. O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune crônica que geralmente surge ainda na infância e pode provocar complicações graves ao longo da vida, como problemas cardíacos, renais e oculares.

Outro medicamento autorizado foi o Datroway®, destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer de mama irressecável ou metastático, com receptor hormonal positivo e HER2 negativo. A indicação é para casos em que o paciente já tenha realizado terapia endócrina e pelo menos uma linha de quimioterapia.

A Anvisa também aprovou o Andembry® (garadacimabe), indicado para a prevenção do angioedema hereditário. A doença genética, considerada rara, provoca episódios de inchaço intenso e doloroso em diferentes partes do corpo, podendo afetar pele, mucosas e órgãos internos. Com a aprovação, os medicamentos passam a ter registro no Brasil e poderão ser disponibilizados no país conforme as regras sanitárias e estratégias das fabricantes.