Empresa anuncia
reestruturação que inclui redução de unidades e incentivo à saída de
trabalhadores
Os Correios anunciaram um plano de reestruturação que prevê o fechamento de aproximadamente mil agências em todo o Brasil, além da oferta de até 15 mil demissões voluntárias para funcionários. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para ajustar a operação da estatal frente às mudanças no setor e aos desafios financeiros.
Segundo informou a direção da empresa, a revisão da rede de atendimento deve ocorrer de forma gradual, com foco em unidades com menor fluxo de usuários ou que concentrem serviços que possam ser realocados. A meta é tornar a estrutura mais sustentável, economizar custos e adaptar a prestação de serviços a novas demandas e tecnologias.
Além do fechamento de agências, o plano inclui um programa de demissões voluntárias com condições diferenciadas, incentivando empregados que queiram se desligar da estatal a aderirem ao processo. A previsão é de que o movimento reduza a folha de pagamento e auxilie na reorganização interna.
A reorganização dos Correios ocorre em um contexto de transformação das atividades postais no país, com a crescente digitalização de serviços e a queda natural no volume de correspondências tradicionais. A empresa afirma que continua comprometida com a entrega de encomendas, cartas e com a atuação em regiões remotas, apesar do enxugamento da rede física.
Representantes sindicais e trabalhadores demonstraram preocupação com os impactos da proposta, especialmente sobre postos de trabalho e serviços prestados à população local, especialmente em cidades menores onde as agências ainda cumprem papel central no acesso a serviços bancários e postais.
As autoridades da empresa garantem que o processo seguirá normas legais e que haverá diálogo com empregados, comissões internas e representantes dos trabalhadores para garantir segurança jurídica e amparo aos envolvidos.
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