quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Congresso Nacional homenageia os 90 anos da Voz do Brasil



No primeiro dia da volta do recesso, o Congresso Nacional realizou uma sessão solene em homenagem à Voz do Brasil no Plenário da Câmara dos Deputados.

 

“A Voz do Brasil cumpre um papel muito importante. Mais do que um programa de rádio é uma instituição da democracia. É inclusiva porque chega a todos os lugares e garante a integridade da informação, tal atacada hoje”, afirmou o secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), Tiago César dos Santos, que representou o governo federal na sessão solene.

“A EBC tem muito orgulho de manter acesa essa tocha que foi acesa por Getúlio Vargas há 90 anos”, afirmou o diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Bráulio Ribeiro. Ele agradeceu a todos os funcionários da empresa que garantem a transmissão do programa diariamente. “Com muita honra, represento a EBC neste momento”, afirmou.

“O programa não ia ficar 90 anos no ar, se não tivesse de reinventado”, afirmou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que presidiu a sessão solene. Ex-apresentador de rádio e televisão, ele citou sua relação com o programa. “É uma honra estar aqui pra quem começou a carreira aos 8 anos no rádio. Eu amava tanto ouvir a Voz do Brasil que na hora do almoço, eu falava, em Brasília 19h. E ela falava, meu filho, ainda é 11h30…”, lembrou.

“A Voz do Brasil é um exemplo de resistência da comunicação pública”, afirmou o presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara, deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). “A Voz do Brasil é informação plural da comunicação pública e precisamos lembrar que nem sempre foi inconteste. Aqui mesmo neste plenário já foi discutido várias vezes a extinção da Voz do Brasil”, disse.

Durante a sessão solene, os Correios lançaram um selo comemorativo dos 90 anos da Voz do Brasil. A estatal foi representada pela diretora de Governança e Estratégia, Juliana Picoli Agatte. Também estiveram presentes representantes da sociedade civil e outros parlamentares, como o secretário de Comunicação da Câmara, Marx Beltrão (PP-AL); a presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro; e o vice-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública), Lincoln Macário.

Criado em 1935 durante o governo Getúlio Vargas, o programa se chamava A Hora do Brasil. É o programa de rádio de caráter oficial mais antigo do Brasil ainda em execução, reconhecido pelo Guiness Book, o livro dos recordes. Atualmente, o programa traz notícias dos diferentes Poderes. O noticiário sobre o Poder Executivo é produzido e apresentado pela equipe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O requerimento para a realização da sessão solene foi de autoria dos senadores Angelo Coronel (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Marx Beltrão (PP-AL), Charles Fernandes (PSD-BA), Cleber Verde (MDB-MA) e Guilherme Uchoa (PSB-PE).

No requerimento, os parlamentares ressaltam que A Voz do Brasil “continua presente na vida do cidadão, de maneira simples, efetiva e com adaptação contínua às novas ferramentas tecnológicas”. Segundo o documento, “homenagear os 90 anos da Voz do Brasil é reconhecer sua importância na própria história moderna do Brasil” e, além disso, “o respeito ao debate democrático”.

As comemorações deste ano incluem ainda uma moeda comemorativa da Casa da Moeda do Brasil, uma nova identidade visual para o programa e atualização da trilha sonora, que mantém como tema principal a composição “O Guarani”, de Carlos Gomes.

O programa A Voz do Brasil atravessou transformações tecnológicas, políticas e sociais sem nunca sair do ar. Agora, passará também a ser distribuído nas plataformas de áudio digitais como Amazon, Apple Podcast, Castbox e Spotify. Nesse último também será possível acompanhar como videocast. Além disso, a EBC promove uma série de ações que resgatam memórias e destacam a relevância da atração na vida dos brasileiros.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Lula entrega mais de 1.800 moradias em cinco estados: ‘O que o povo quer é dignidade’

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na última sexta-feira, 1° de agosto, da cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em seis cidades de diferentes regiões do país. Mais de 7.500 pessoas foram beneficiadas com as chaves da casa própria, em empreendimentos localizados nos municípios de Pojuca e Paulo Afonso (BA), Horizonte (CE), Açailândia (MA), Teresina (PI) e Chapada de Areia (TO).

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o compromisso do governo em garantir moradias dignas e com respeito às famílias brasileiras. Eu tive minha primeira casa em 1975, com mulher, cinco filhos, dois cachorros e uma sogra. Tinha só 33 metros quadrados. Desde então, eu dizia: custa fazer uma varandinha? Uma sacadinha? Custa apenas respeito ao povo. E agora estamos indo além: todos os novos conjuntos terão uma biblioteca, para que as crianças possam ter acesso ao que os pais muitas vezes não tiveram. O que o povo quer é dignidade, e não é porque é pobre que deve ser tratado como se não valesse nada”, afirmou o presidente.

O evento marcou a entrega do primeiro empreendimento do novo Minha Casa, Minha Vida viabilizado pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), no município de Horizonte, no Ceará. O Residencial João Severo, com 32 moradias, atenderá 128 pessoas e será o primeiro a oferecer uma praça de leitura, espaço que será replicado nos novos projetos do programa. O investimento foi de R$ 4 milhões. Desde 2023, o Governo Federal já investiu R$ 2,4 bilhões em 19,7 mil moradias no estado.

O ministro das Cidades, Jader Filho, destacou que, só em 2024, o MCMV respondeu por mais de 50% dos lançamentos imobiliários no Brasil. Ele destacou ainda que o alcance nacional do programa habitacional impacta diretamente a vida de famílias de baixa renda, além de movimentar a economia local com geração de emprego e renda. “Essa entrega de hoje é uma entrega que simboliza o avanço que o programa tem tido desde o seu retorno à Presidência da República no seu terceiro mandato”, disse.

Na Bahia, mais de 3,4 mil moradores foram beneficiados. Os residenciais Everaldino Guimarães e Professor João Assis, em Pojuca, e o Residencial Francisco Chagas de Carvalho, em Paulo Afonso, somam mais de 1.100 unidades habitacionais com recursos do FAR. O investimento nos três empreendimentos passa de R$ 60 milhões. Desde a retomada do programa, o estado recebeu R$ 4,6 bilhões para a construção de 38,4 mil moradias.

Durante a cerimônia, ministros participaram ao vivo das cidades onde foram feitas as entregas. Eles reforçaram o papel do programa para o desenvolvimento social e econômico do país. “Estamos entregando dignidade às famílias”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca, direto de Açailândia. De Teresina, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, lembrou que as entregas representam um alívio no orçamento das famílias, ao eliminar o custo do aluguel, além de simbolizarem o compromisso de Lula com a redução da miséria. “Quando alguém sai do aluguel, ali também é um dinheirinho a mais que entra para a família e é assim que nós reduzimos a miséria, reduzindo a pobreza”, afirmou.

Em Açailândia, os residenciais Jardim Aulidia 4 e 5 concentram 744 casas, viabilizadas com cerca de R$ 76 milhões. No Piauí, 132 unidades foram entregues em Teresina por meio da modalidade Entidades/Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com R$ 24,8 milhões investidos. Já em Chapada de Areia (TO), 100 unidades habitacionais atenderão 400 pessoas da Faixa 1 do programa, com renda mensal de até R$ 2.850.

A beneficiária Valéria Gardênia, de Açailândia, resumiu o sentimento das famílias presentes. “Foi uma bênção. Muitos dias de oração e hoje recebo das mãos do presidente Lula a chave do meu sonho. Só tenho gratidão”, afirmou.

SIMBOLISMO – O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, que estava em Paulo Afonso, ressaltou que a semana foi simbólica para o governo: “Esta semana começou com o Brasil sabendo que saiu do mapa da fome. Ontem, o governo do presidente Lula teve a notícia de que nós tivemos o menor índice de desemprego da história desse país e, hoje, nós encerramos a semana fazendo entregas de unidades do Minha Casa, Minha Vida. O maior sonho de qualquer pessoa é ter saído do aluguel, ter a sua moradia própria.”

Ele enfatizou ainda o envolvimento direto de Lula com o programa: “Quem conhece o presidente Lula sabe a importância que ele dá a esse programa. Ele participa da elaboração, ele dá pitaco, ele bota gosto ruim, ele diz que quer melhor. Ele conhece essa realidade, ele é igual ao povo que está hoje aqui comemorando a chegada da casa própria.”

Da baiana Pojuca, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, por sua vez, destacou o papel do presidente na condução de políticas públicas com foco na população mais vulnerável. De acordo com ele, a entrega das moradias simboliza mais do que uma política habitacional — representa o resgate da dignidade e a reconstrução de sonhos. “Está todo mundo muito alegre e grato com o presidente Lula, que é, não tenho dúvida em dizer, o presidente mais humano, o presidente que tem paixão pelas pessoas que mais precisam e que transforma o ato de governar em um ato de cuidar de gente”, afirmou.

Novas misturas de biocombustíveis na gasolina e no diesel entram em vigor

 


A partir de agora, passam a valer em todo o território nacional as novas misturas de biocombustíveis aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE): o E30 — que eleva o teor obrigatório de etanol anidro na gasolina de 27% para 30% — e o B15, que aumenta a adição de biodiesel no diesel de 14% para 15%.

As medidas fazem parte da Lei do Combustível do Futuro e representam um passo decisivo rumo à autossuficiência e à transição energética no País. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa reforça o compromisso do governo com uma matriz mais limpa, eficiente e soberana.

“Com este ato histórico, o Brasil volta a ser autossuficiente em gasolina após 15 anos e reduz a necessidade de importação de diesel. Isso é soberania energética. Medidas como essas mostram nossa visão estratégica e fortalecem nossa vocação de paraíso dos biocombustíveis”, afirmou o ministro.

Além de ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, o E30 deve gerar um excedente exportável de cerca de 700 milhões de litros de gasolina por ano. A medida também deve resultar na criação de mais de 50 mil empregos e em investimentos superiores a R$ 10 bilhões na cadeia produtiva de etanol. A nova mistura vale para a gasolina comum e aditivada, enquanto as gasolinas premium continuam com teor de 25%.

No caso do B15, a medida contribui diretamente para a descarbonização do transporte pesado, um dos segmentos mais desafiadores da matriz de mobilidade. Estão previstos mais de R$ 5 bilhões em novos investimentos em usinas e unidades de esmagamento de soja, além da geração de mais de 4 mil postos de trabalho.

Outro impacto importante está na inclusão produtiva. Com o B15, cerca de 5 mil novas famílias da agricultura familiar devem ser incorporadas ao Programa Selo Biocombustível Social, gerando incremento estimado de R$ 600 milhões na renda dos produtores rurais.

A decisão do CNPE foi embasada por testes técnicos rigorosos, conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia com participação de montadoras, importadores e representantes da indústria automotiva, que atestaram a viabilidade e a segurança das novas misturas para os veículos já em circulação.

Alexandre de Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes também determinou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília.

O ministro também estabeleceu novas medidas contra Bolsonaro. Assim, o ex-presidente está proibido de receber visitas, exceto dos advogados. Além disso, está proibido de usar celulares, inclusive de terceiros.

A medida foi determinada após o descumprimento da medida cautelar que impedia o ex-presidente de usar as redes sociais de terceiros. Nesse domingo (3), durante os atos de apoio realizados em todo o país, incluindo em Natal, o senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo em suas redes sociais com a manifestação do ex-presidente.

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Complexos de IA no Brasil devem consumir energia equivalente a 16,4 milhões de residências

 


Quatro data centers anunciados para treinar supercomputadores serão instalados em RJ, RS, PR e MG; especialistas alertam para impacto ambiental

Os quatro primeiros complexos de data centers voltados para inteligência artificial (IA) no Brasil devem consumir, juntos, uma quantidade de energia comparável à de 16,4 milhões de residências. A estimativa é baseada nas potências divulgadas pelas empresas responsáveis pelos empreendimentos, que serão instalados nas cidades de Rio de Janeiro (RJ), Eldorado do Sul (RS), Maringá (PR) e Uberlândia (MG).

Esses centros servirão para treinar modelos de IA de larga escala, como o ChatGPT, utilizando supercomputadores com alto poder de processamento. Diferente dos data centers convencionais, as estruturas voltadas à IA exigem potências muito superiores e sistemas de refrigeração mais robustos, o que resulta em um impacto energético significativamente maior.

Para fins de comparação, um centro de dados tradicional com potência de 20 megawatts pode consumir energia equivalente a cerca de 80 mil residências. Já os novos centros voltados à IA multiplicam esse consumo por centenas, tornando-se um desafio ambiental e logístico.

Além da eletricidade, o uso intensivo de água para o resfriamento dos equipamentos levanta preocupações adicionais, principalmente em regiões com histórico de estiagem. Embora o mercado de IA esteja em franca expansão no Brasil e no mundo, especialistas apontam para a escassez de dados públicos sobre o impacto ambiental desses empreendimentos, o que dificulta o monitoramento e a definição de políticas sustentáveis para o setor.

 

Vendas de veículos com motores 1.0 crescem 11,35% em julho

 


As vendas de  veículos modelos 1.0, que fazem parte do Programa Carro Sustentável, cresceram 11,35% no mês passado, em relação a julho de 2024. Concessionárias auto nas proximidades. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de  Veículos Automotores (Fenabrave), quando comparado ao mês anterior, junho, a alta chegou a 13%.

“Isso é emprego na indústria e emprego no comércio”, comemorou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Os dados foram apresentados a Alckmin pela Fenabrave, neste sábado (2), durante visita a  concessionárias, em Brasília.

O programa, lançado há menos de um mês pelo governo federal, visa a descarbonização da frota automotiva do país, por meio de incentivos fiscais, especialmente em relação às alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O presidente Lula zerou o IPI. E as montadoras também ajudam com um bom desconto. É um sucesso”, comentou o vice-presidente.

Para ter direito ao IPI zero, o carro deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro; conter mais de 80% de materiais recicláveis; ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem); e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas).

Pelo menos cinco modelos de veículos, em diferentes versões, foram credenciados pelo programa que garante IPI zero: Concessionárias auto nas proximidades

Com a medida, a redução dos preços desses modelos chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil. Para os demais veículos que não se enquadrem no IPI zero, o programa estabelece um novo sistema de cálculo do imposto, que ainda vai entrar em vigor, 90 dias após a publicação do decreto do Programa Carro Sustentável.

A nova tabela parte de uma alíquota base de 6,3% para veículos de passageiros e de 3,9% para comerciais leves, que será ajustada por um sistema de acréscimos e decréscimos. O cálculo levará em conta critérios como eficiência energética, tecnologia de propulsão, potência, nível de segurança e índice de reciclabilidade.

Fonte: Agência Brasil

Home office gera emprego e renda em municípios do interior

 


A partir da pandemia de covid-19, houve uma tendência de aceleração do trabalho remoto. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 9,5 milhões de pessoas trabalharam remotamente no país em 2022. Os dados são do módulo inédito”Teletrabalho e trabalho por meio de plataformas digitais 2022″, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Como o trabalho remoto é executado essencialmente na casa do colaborador, sem necessidade de deslocamento para as empresas, as oportunidades de emprego nesta modalidade são atrativas para moradores do interior do país. Com isso, o home office gera emprego e renda em municípios do interior a partir de empresas como a AeC – empresa de soluções de experiência do cliente e gestão de processos terceirizados.

A diretora jurídica e de compliance da AeC, Flávia Tomagnini, destaca o papel do home office, ao permitir que os profissionais tenham experiência e qualifiquem profissionalmente a mão de obra para além barreiras físicas. “O modelo home office vem se mostrando não apenas como uma ferramenta super importante de gestão de pessoas, em função da qualidade de vida, do clima organizacional para o nosso colaborador, como principalmente uma ferramenta de crescimento estratégico, sustentável para si”, avalia Flávia Tomagnini.

A expansão do trabalho remoto longe das capitais propicia, ainda, o desenvolvimento regional e novas perspectivas para milhares de brasileiros, especialmente no Nordeste do país. É o que defende a AeC. “Com essa  mobilidade, a gente consegue chegar em cidades como Aracati, Patos e Palmeira dos Índios. Cidades que estão próximas àqueles municípios onde hoje, atualmente, nós temos sedes físicas. Com isso, a gente não só gera a oportunidade, a qualificação, o treinamento, a possibilidade de ascensão na carreira ou de formação para novas oportunidades em outras empresas, como também a gente traz a conectividade para o seio familiar dessas pessoas”, pontua Flávia Tomagnini.

O empreendimento, com sede em Belo Horizonte (MG), tem alavancado a interiorização do home office no Brasil. A empresa possui 24 unidade,s distribuídas por 14 estados do país e anunciou a instalação de uma nova operação em Aracati (CE).  Hoje, a AeC emprega 17.222 colaboradores em home office no Brasil. Desse total, 3.298 moram e trabalham remotamente para a operação de Mossoró (RN) e 3.167 para a operação de Arapiraca (AL).Pontos turísticos do Rio Grande do Norte

Segundo a AeC, a expectativa é que o empreendimento gere cerca de mil vagas formais 100% remotas até o fim do ano com a nova operação no município cearense, localizado no litoral leste do estado. O objetivo do negócio é permitir que profissionais de toda a região do Vale do Jaguaribe tenham a oportunidade de acessar o mercado de trabalho com carteira assinada. Além disso, a ideia é fazer com que os trabalhadores tenham estabilidade e possibilidade de crescimento.

Confira os estados e municípios onde a AeC tem unidades operacionais:

Além de proporcionar maior comodidade, oportunidades de emprego e geração de renda fixa, a interiorização do home office também contribui para fortalecer a economia local.  De acordo com Flávia Tomagnini, quando a AeC estabelece uma unidade em um município, 70% do faturamento permanece no município em forma de salário.

“70% do nosso faturamento corresponde ao pagamento da nossa folha. Isso gera um ciclo virtuoso para essas cidades, porque a economia começa a girar com esse dinheiro. Um salário que o funcionário vai começar a receber de forma periódica. Então, a gente observa nessas cidades um incremento muito importante da economia local, com supermercados, salões de beleza, lojas, cinema, etc”, aponta.

O modelo de trabalho remoto também beneficia o meio ambiente, considerando a diminuição da emissão dos gases do efeito estufa a partir da queima de combustível. “É importante a gente citar a importância ambiental deste modelo, porque quando a gente fala no modelo home office, a gente está falando de uma redução de mais de 40% da emissão de gases, quando comparado ao modelo presencial – quando a gente precisa da necessidade da locomoção do funcionário”, diz. “Isso diminui o tráfego, a emissão de gases, a utilização do transporte público e particular, e isso inevitavelmente ajuda na nossa estratégia ambiental”, completa.

Conforme a AeC, atualmente é possível observar a tendência de que empresas que antes concentravam as operações em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, estão se voltando para cidades de médio porte. De acordo com a empresa, é comum que as cidades do interior sejam deixadas pelas grandes corporações. No entanto, é possível observar que esses municípios longe dos grandes centros têm disponibilidade de mão de obra qualificada e em busca de oportunidades.

Em relação à proporção de empresas adotando a modalidade remota no país, uma nota da FGV sobre Tendências do home office no Brasil aponta que, em 2021, 57,5% das empresas afirmaram ter adotado o modelo no país – de forma parcial ou total. O percentual também inclui aqueles que já adotavam essa modalidade antes da pandemia.

Segundo a FGV, o percentual diminuiu para 32,7% em outubro de 2022. A indústria e o setor de serviços ficaram responsáveis por grande parte da redução – os setores reduziram o uso do trabalho remoto para 49% e 40,3%, respectivamente.