segunda-feira, 25 de maio de 2026

Lula lidera ranking de “pior presidente da história” em pesquisa nacional

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera um ranking de percepção sobre o “pior presidente da história do Brasil”, segundo pesquisa do Instituto Veritá, encomendada pelo LeiaJá.

De acordo com o levantamento, 45,5% dos entrevistados apontaram Lula quando questionados sobre qual nome associam ao posto de pior presidente da história do país. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece na sequência, com 43,8% das respostas.

O cenário também inclui a ex-presidente Dilma Rousseff, citada por 5% dos eleitores. Outros nomes mencionados foram Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e José Sarney.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-05888/2026.

O estudo ouviu 3.404 eleitores com 16 anos ou mais em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Banco Central intensifica combate a bets ilegais e passa a monitorar contas suspeitas

 


Nova etapa de fiscalização mira plataformas clandestinas de apostas e transações ligadas ao “jogo do tigrinho”

O Banco Central do Brasil iniciou na última quinta-feira (21) uma nova fase de fiscalização para combater plataformas de apostas ilegais que atuam no país sem autorização federal. A medida atinge empresas de apostas esportivas e jogos online clandestinos, incluindo o Fortune Tiger, conhecido popularmente como “jogo do tigrinho”.

Com a nova estratégia, bancos e instituições financeiras reguladas pelo Banco Central poderão identificar e sinalizar contas suspeitas de ligação com operadores ilegais. O monitoramento será realizado através do sistema Fraud Marker, ferramenta já utilizada para detectar movimentações suspeitas e fraudes envolvendo o Pix.

Segundo o BC, clientes que realizarem transferências para plataformas irregulares também poderão receber marcações internas nas instituições financeiras. Todo o processo deverá seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mantendo sigilo das informações monitoradas.

As instituições financeiras terão até o dia 1º de dezembro para concluir a implementação completa do sistema de rastreamento das contas suspeitas. Já a fiscalização de operações com criptomoedas relacionadas às apostas ilegais deverá começar até 30 de outubro.

Além das bets, o Banco Central informou que também acompanhará movimentações financeiras envolvendo empréstimos, serviços bancários e transações com moedas digitais utilizadas por operadores clandestinos.

Fiscalização cresce contra plataformas ilegais

A nova medida acontece em meio ao aumento das ações de fiscalização sobre o setor de apostas online no Brasil. Nesta semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou uma auditoria apontando falhas no controle das bets ilegais e cobrando medidas mais rígidas contra lavagem de dinheiro no segmento.

O relatório analisado pelo tribunal estima que o mercado clandestino de apostas possa movimentar entre R$ 26 bilhões e R$ 40 bilhões por ano no país. Parte dessas operações, segundo o documento, utiliza criptomoedas e transações internacionais fora do sistema regulado para dificultar o rastreamento do dinheiro.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também informou que retirou do ar mais de 39 mil endereços ligados a apostas ilegais no último ano. Atualmente, apenas empresas autorizadas pelo governo federal podem operar legalmente no Brasil, utilizando o domínio oficial “.bet.br”. A regulamentação do setor começou em 2018 e foi concluída em 2024.

Nunca foi tão caro estar nas arquibancadas para ver os jogos Copa do Mundo; veja valores

 


A menos de três semanas do início do Mundial, valores para assistir às partidas e custos de deslocamento registram forte alta e preocupam fãs do futebol.

Com a Copa do Mundo 2026 cada vez mais próxima, os torcedores que sonham em acompanhar os jogos nos estádios estão encontrando um cenário diferente das edições anteriores: os custos dispararam e transformaram a experiência em uma das mais caras da história do torneio. Pela primeira vez, a Fifa implementou o sistema de preço dinâmico na venda de ingressos. O modelo funciona de forma semelhante ao utilizado por companhias aéreas e plataformas de eventos: quanto maior a procura, maior o valor cobrado pelas entradas.

O impacto já é percebido em diversas partidas. Em alguns confrontos, os valores aumentaram significativamente nos últimos meses. Um dos exemplos é a partida entre Espanha e Uruguai, cujo ingresso de menor valor saltou de aproximadamente R$ 600 para R$ 1.575. Já as entradas mais caras para a grande final atingiram a marca de cerca de R$ 55 mil. Além dos ingressos, os visitantes também enfrentam gastos elevados relacionados à mobilidade urbana nas cidades-sede. Em Nova York, por exemplo, o custo do transporte público durante o Mundial gerou repercussão entre torcedores.

O trajeto entre o centro da cidade e o estádio Nova York/Nova Jersey — palco de oito partidas, incluindo a estreia da Seleção Brasileira e a decisão da Copa — normalmente custa cerca de R$ 64 em passagem de ida e volta. Durante o período do torneio, no entanto, o mesmo percurso poderá chegar a aproximadamente R$ 525, representando um aumento de quase oito vezes no valor habitual. Em nota, a Fifa informou que o sistema de preços segue práticas comuns do mercado norte-americano e destacou que 90% da receita obtida com a Copa do Mundo é reinvestida em projetos voltados ao desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.